Temos que aprender a não contar com os outros para a nossa felicidade.
Amma
Mensagem do dia 10/07/2011 na Livraria Omnisciência
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23/06/2011 foi o penúltimo dia de trabalho no ambiente onde me encontrava e, por conta disso, decidi aproveitar uma área verde de mangue aqui perto e tirar algumas fotos, já que depois da mudança será um pouco mais difícil retornar a este espaço que tanto aprecio.
Investi cerca de uma hora na atividade. Parei para meditar por 20 minutos e o restante do tempo foi dedicado a observar o espaço para inspirar-me e tirar belas fotos. O exercício foi bem interessante e realmente senti que estava vendo o mundo de uma forma diferente.
A observação me levou a perceber as cores de uma forma que ainda não havia registrado. Tons intensos de verde cobriam a copa das pequenas árvores espalhando-se através de folhas em formatos variados criando a impressão de um enorme tapete verde a desafiar o bicho homem em sua criatividade.
Nuvens provocavam o olhar ao encobrir partes do azul anil do céu e conduzir o olhar para o horizonte, onde era possível ver as montanhas grandiosas que superavam as construções humanas.
O reflexo do ambiente na água esverdeada do mangue compunha curiosas pinturas que não podem ser capturadas nem mesmo pelos grande pintores e fotógrafos.
Pequenas aves agitando-se com o dia invadiam meus ouvidos com seus cantos de corte e de defesa de território, além do show de acrobacias multicoloridas no ar.
Ao encerrar a atividade me encaminhei para o prédio onde trabalho, despedindo-me do belo bosque no mangue que me acolheu tantas vezes nos últimos 12 meses.
Conforme deixava a área verde e me introduzia no mundo de trabalho, o verde das plantas, as aves, as formigas e as belas flores foram ficando para traz e dando espaço ao concreto armado sob a forma de prédios elegantes com faixadas de vidro e pisos de mármore. O Asfalto rapidamente substituiu o chão de terra e os caminhos de pedras. Gradativamente o som das aves ficou menos intenso para abrir espaço para o som dos veículos trafegando pela rua, já muito movimentada às 09:00 da manhã. Segui para minha baia ainda atordoado com a mudança.
Entrei na sala e registrei o cheiro de ar viciado, sem circulação, levemente resfriado pelo ar-condicionado que acabara de ser ligado. As cores do carpete, semelhantes à do asfalto, mas com pintas brancas, remeteram-me à mudança ao sair do pequeno bosque. O ambiente estava preenchido pelo som corriqueiro de qualquer escritório e ao fundo apenas o som dos carros passando acelerados pela avenida que passa em frente ao prédio; nada de asas batendo ou aves cantando. Nenhum mosquito voando, grilo criquilando ou lagarto correndo entre as folhas para esconder-se. Senti-me sufocado e respirei fundo encaminhando-me para o espaço corriqueiro de trabalho.
Ao sentar-me olhei por algumas janelas tipo basculante que estavam com as cortinas de material sintético levantadas na tentativa de ver o espaço por onde estava circulando há menos de 10 minutos. Através das janelas com os vidros cobertos por camada de filme especial para reduzir o volume de sol que entra, pude resgatar um verde diferente, ofuscado pelo filtro artificial que tenta barrar o astro rei. Olhei para o horizonte na tentativa de registrar o azul anil salpicado pelas nuvens brancas, mas não o identifiquei mais da mesma forma que havia feito há dez minutos.
Por algumas horas fiquei com a impressão de que nossos ambientes de trabalho artificiais estão nos roubando da natureza e de nossa relação com ela. Talvez por isso estejamos tão centrados no modelo atual e estejamos sofrendo tanto com o stress.
Compreendo que o progresso da sociedade nos trouxe muitas conquistas importantes, mas será que não podemos buscar um ponto de equilíbrio? Precisamos realmente viver em um mundo tão distante de nossas origens naturais a ponto de tomarmos o artificial pelo belo e o natural pelo que deve ser destruído pelo bem da humanidade? Não estaríamos vivendo em uma grande ilusão construída por nós mesmos?

Perspectivas de C. Guilherme Fraenkel é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil.
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Apresento uma história que não sei se é verídica, mas que possui um princípio interessante de ser pensado para a vida atual. Até que ponto devemos nortearmo-nos pela competição?
A jornalista e filósofa Lia Diskin no Festival Mundial da Paz em Floripa (2006) nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo então, propôs uma brincadeira pras crianças que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!” instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou de cara.Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: Sou quem sou, por quem somos todos nós. É um ditado africano
Tags: desenvolvimento, educação, refexão
Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é.
Carl Gustav Jung
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Apoie-se sempre em pensamentos nobres. Quando o ar enche um balão, ele toma a forma do balão. A mente assume a forma de objetos com os quais está ligada. Se ela fica fixa em coisas mesquinhas, torna-se insignificante; se em coisas grandes, ela se torna grande. A câmera tira uma foto de qualquer coisa para a qual está apontada; por isso tome cuidado antes de clicar. Tenha discernimento antes de desenvolver apego. Quando você desenvolve apego por família, riqueza, propriedades, etc. você se sentirá infeliz quando esses declinarem. Mas se você desenvolver apego a Deus, você crescerá em amor e esplendor.
Sathya Sai Baba
pensamento do dia 11/05/2011 na Organização Sri Sathya Sai no Brasil
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